Tabus e debates: abuso

GATILHO: o texto FICTÍCIO abaixo faz um debate sobre ABUSO SEXUAL, MORAL E PSICOLÓGICO – não leia se possuir uma experiência negativa e não superada sobre o assunto.


Eu não sei direito o que ou como escrever sobre o assunto, mas sei que preciso falar. Há alguns dias, entre um perfil e outro, encontrei uma série de meninas relatando que sofreram abuso sexual, moral e psicológico. Não tive coragem de prosseguir para os comentários, mas, por ser uma página de teor feminista, acredito que muitas mulheres exerceram empatia, conforto e sororidade. Na minha época, isso não existia – isso de falar e receber apoio. Debater o assunto “abuso”, há dez anos, era considerado um tabu, e pode ser que, para algumas pessoas, até hoje seja. Em primeiro lugar, a culpa é da mulher – ela provocou, ela não impediu, ela até gostou. Em segundo lugar, não havia coragem ou abertura para conversarmos com nossos pais. Em terceiro lugar, éramos desinformados – e ainda somos! Milhares de crianças e adolescentes são abusados psicologicamente, moralmente e sexualmente todos os dias, mas não conseguem entender a gravidade e a magnitude do que acontece com eles. Dito isso, falo que eu, como mulher, já estive na mesma posição que os exemplos anteriores. Tio, primo, irmão da melhor amiga – não nesta sequência. E, até agora, eu nunca havia falado (de forma aberta) sobre o assunto, mesmo quando sinto que há algo quebrado dentro de mim e que eles arrancaram grande parte da minha inocência. Sempre haverá insegurança, receio e até raiva – porque abuso marca, na pele e na alma.

Receitinha: suco/vitamina verde

 

b79267bff73900b72d05ca74ba634239Por influência materna, herdei o hábito da leitura, mas também aprendi a fazer suco/vitamina verde! Devido à gastrite, precisei readaptar minha dieta e acrescentei a ela um suco “de couve” que minha mãe sempre fez (e faz), e que eu AMO! É uma receitinha rápida, fácil e prática – espero que gostem!

Ingredientes:

  • 1 folha de couve
  • 1 banana
  • 1/2 maçã
  • 2 castanhas
  • 1 copo de água ou leite – eu utilizo leite de coco, mas é questão de PREFERÊNCIA
  • 2 colheres de chá de açúcar (opcional – eu faço apenas UM COPO de suco/vitamina e, para mim, duas colherzinhas são suficientes, mas o tempero é “a gosto”)

Modo de preparo:

  • Colocar todos os ingredientes no liquidificador;
  • Batê-los, óbvio, e prontinho! 
  • Se você optou por utilizar água, vira suco. Se optou por utilizar leite, vira vitamina. Ambos os jeitos são deliciosos. 

Eu posso falar a verdade?

Durante a faculdade de psicologia, entramos em confronto com nossa própria humanidade. Dia após dia, nos deparamos com tantas falhas humanas e com tantas situações angustiantes que questionamos o real motivo de nos condicionarmos a isso, a passar por isso. Há seis meses, entrei em uma sala de aula com a expectativa inquietante de uma caloura, mas foi chocante. Minha primeira aula de “Psicologia: Ciência e Profissão” fez com que eu repensasse a respeito do curso que havia escolhido. Os dias e os meses ganharam sequência e, durante diversas outras aulas, sai com uma sensação de ter sido derrotada pelas evidências. Deparei-me com notícias sobre suicídio, feminicídio, racismo, estupro e MUITAS outras situações lastimáveis, agonizantes e intensas. A psicologia nos faz questionamentos – os quais nem sempre são positivos – e nos faz pensar no quanto somos, como seres humanos, pequenos, excêntricos e, por várias vezes, cruéis. Apesar disso, venci o primeiro semestre e senti uma tremendo alívio por ter conseguido superar a etapa do “baque” inicial – mas apenas até ontem. Tive mais uma aula impactante. Tive mais uma aula dolorosa. Tive mais uma aula de puro e genuíno conflito interno. Confesso que é um verdadeiro caso de opostos: a psicologia nos faz acreditar que mudaremos o mundo – ou ao menos uma pequena parcela dele – com empatia, bondade e esforço, mas também nos faz perceber que há mentes e comportamentos demais para serem modificados – nunca seremos capazes de tanto.

Receitinha: panqueca de banana

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Ingredientes: 

  • 1 ovo
  • 2 colheres de aveia
  • 1 banana
  • manteiga, óleo ou azeite
  • mel
  • canela (opcional)

Modo de preparo:

  • Amasse a banana e acrescente (a ela) o ovo e a aveia;
  • Mexa até que vire uma “pasta/massa”;
  • Unte a frigideira com manteiga OU óleo OU azeite, e coloque a pasta/massa;
  • Deixe em fogo baixo (e, quando a pasta/massa ficar mais “consistente”, vire-a com a espátula – ou com o garfo mesmo);
  • Espere “dourar” dos dois lados e pronto! 
  • Use o mel como “calda” e, se quiser, também jogue sobre a panqueca um pouquinho de canela. Não é necessário utilizar açúcar. 

Nunca escrevi uma receita antes – acho – e não sei se os termos estão certos, mas é uma panqueca delicious (sério), além de prática e rápida de ser feita, então, quis compartilhar com vocês. Enjoy it! ❤️

Morte

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Penso e repenso sobre a vulnerabilidade do ser humano – o que amplifica todo e qualquer temor que tenho a respeito da morte. Como costumo dizer, não sinto medo da morte (em si) já que é inevitável enfrenta-la. Sinto medo da vida, ou melhor, de como a vida – um dia – me será tirada. É meio melancólico debater tais antíteses, mas as pessoas REALMENTE morrem. Simples assim. Sem dar importância a sexo, contexto social, idade, status de relacionamento, e tantos outros fatores – a morte vem. Puf! Em um minuto, estão aqui. No minuto seguinte, não. Choro, caixão, flores, cemitério, terra. PRONTO! Fim de uma jornada. Fim de uma vida. Fim.