Eu posso falar a verdade?

Durante a faculdade de psicologia, entramos em confronto com nossa própria humanidade. Dia após dia, nos deparamos com tantas falhas humanas e com tantas situações angustiantes que questionamos o real motivo de nos condicionarmos a isso, a passar por isso. Há seis meses, entrei em uma sala de aula com a expectativa inquietante de uma caloura, mas foi chocante. Minha primeira aula de “Psicologia: Ciência e Profissão” fez com que eu repensasse a respeito do curso que havia escolhido. Os dias e os meses ganharam sequência e, durante diversas outras aulas, sai com uma sensação de ter sido derrotada pelas evidências. Deparei-me com notícias sobre suicídio, feminicídio, racismo, estupro e MUITAS outras situações lastimáveis, agonizantes e intensas. A psicologia nos faz questionamentos – os quais nem sempre são positivos – e nos faz pensar no quanto somos, como seres humanos, pequenos, excêntricos e, por várias vezes, cruéis. Apesar disso, venci o primeiro semestre e senti uma tremendo alívio por ter conseguido superar a etapa do “baque” inicial – mas apenas até ontem. Tive mais uma aula impactante. Tive mais uma aula dolorosa. Tive mais uma aula de puro e genuíno conflito interno. Confesso que é um verdadeiro caso de opostos: a psicologia nos faz acreditar que mudaremos o mundo – ou ao menos uma pequena parcela dele – com empatia, bondade e esforço, mas também nos faz perceber que há mentes e comportamentos demais para serem modificados – nunca seremos capazes de tanto.

Morte

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Penso e repenso sobre a vulnerabilidade do ser humano – o que amplifica todo e qualquer temor que tenho a respeito da morte. Como costumo dizer, não sinto medo da morte (em si) já que é inevitável enfrenta-la. Sinto medo da vida, ou melhor, de como a vida – um dia – me será tirada. É meio melancólico debater tais antíteses, mas as pessoas REALMENTE morrem. Simples assim. Sem dar importância a sexo, contexto social, idade, status de relacionamento, e tantos outros fatores – a morte vem. Puf! Em um minuto, estão aqui. No minuto seguinte, não. Choro, caixão, flores, cemitério, terra. PRONTO! Fim de uma jornada. Fim de uma vida. Fim.

Livro: Métrica 1 – Slammed・Colleen Hoover

Eu leio – e muito. Talvez seja um hábito que nunca me abandone, já que o cultivo há anos. Talvez seja um hábito que vá embora amanhã, e isso me fará perder todo o fascínio que sinto a respeito do mundo das letras. Todavia – enquanto durar – desejo transmitir um pouco da beleza dos livros para vocês. Assim, quando ler uma mensagem que me marque, positivamente ou não, deixá-la-ei eternizada aqui.


– Toda mulher deve ser capaz de responder três perguntas antes de se comprometer com um homem. Se disser “não” a qualquer uma das três, saia correndo.

– É só um encontro – digo, rindo. – Duvido que eu vá me comprometer com alguma coisa.

– Sei que não vai, Lake. Estou falando sério. Se não for capaz de responder “sim” às três perguntas, nem perca seu tempo num namoro.

Quando abro a boca, sinto como se estivesse apenas reafirmando que era filha dela. Não a interrompo novamente.

Ele a trata com respeito o tempo inteiro? Essa é a primeira pergunta. A segunda é: se, daqui vinte anos, ele fosse exatamente a mesma pessoa que é hoje, você ainda assim se casaria com ele? E, finalmente, ele faz com que você queira ser uma pessoa melhor? Se conseguir responder “sim” às três em relação a uma pessoa, então encontrou um homem decente.

Recadinho

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Há meses, não escrevo nada novo – ou melhor, nada que eu achasse digno de ser publicado. Eu estive tão presa à ideia usual dos blogs que acabei esquecendo uma das minhas principais filosofias: eu não quero nem preciso me encaixar. Seja em uma plataforma virtual, em uma sala de aula ou em qualquer outro cenário que me cerque. A individualidade é o que nos move – ou, ao menos, é o que deveria nos mover. Dito isso, cá estou, mais uma vez, buscando recriar meu conteúdo. Irei usar um novo formato, com textos e mensagens sobre saúde mental, problemas sociais e, maiormente, humanidade – a humanidade que habita cada um de nós.

Recomecei, de novo

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Não sei ao certo quando decidi catalogar minha vida através de textos e fotografias, mas percebo o quanto sou falha nessa missão – já que me rendo ao poder dos começos e recomeços, e, de tempos em tempos, excluo tudo o que tenho, apenas para não perder o hábito. Talvez estejamos em minha última tentativa de reinício. Talvez essa prática perpetue por mais alguns anos. O fato é: minha mente – e todo o resto de mim – acredita que recomeçar significa aprimorar, melhorar. Assim, agradeço aos que estiveram comigo até aqui – também aos que ainda chegarão – e digo que, apesar de estar escrevendo o quinto (quem sabe vigésimo) primeiro post deste blog, permaneço fiel ao meu objetivo inicial de escrita – quero relatar minhas vivências e afirmo que, mais uma vez, vocês são bem-vindos ao meu mundo!